Andava mocambúzia,só o Bat sabe.O quarteirão parecia encolhido,a relva companheira e a cachorrada da vizinhaça não enchiam mais meu coração.Parecia um inverno interminável este início de Primavera.Mas isso era só o começo.(O final da estória será felicidade).
O que aconteceu então de repente?Três estranhas batidinhas no vidro da janela.
Sim,estamos numa ruazinha que se parece com cenário de filme de Jaques Tati.
Mas não era meu tio da América.Era um convite do SEBRAE.
Um evento,uma belezura,uma festa agora mesmo.Chegou a Primavera!Flores,Bat!
E começaram os preparativos.Afirmei que queria me pentear no Jean Yves.E apenas lá.Estou com o cabelo comprido?Não corto-o há tempos?Todas as respostas afirmativas.E a causa de estranha obsessão?Planejava ir ao Jean Yves.
Pois chegou a hora.Ipanema,Redentor,um táxi por favor.
Coitado do Jean Yves ,faliu,desapareceu,não há mais.Foi meu primeiro embate.
Em casa,aborrecida mas conformada, tirei do armário uma roupa.
Bat Espumou_Annie!De onde veio este paletó?Tratava-se de um tailleur Yves Saint-Laurent.E Bat quase caiu da cadeira.
Lembrei-lhe do nosso lema_Liberté,Equalité,Fraternité.
E a longa estória do tal terninho,nos remeteu ao triste episódio do ônibus 174.
Resuma-a,nada de enredos,disse entredentes.
Simplifiquei_...a partir dali resolvi trabalhar numa institiuição de caridade...
dirigida pela mulher de um conhecido e procurado banqueiro....e lá houve um bazar de Natal....
E parei por aí.Decidi trocar de roupa.Para abrilhantar o momento,minha alegria bastava.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
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