


Ano passado,depois de deixar escorrer dias de sol em brancas nuvens,decidi dar uma caminhada até um dos piers da Lagoa ,aquele defronte ao estádio de remo do Vasco.Voltei na semana seguinte,era Domingo outra vez,e então um rapaz que também lá estivera na semana anterior,veio conversar. Era publicitário,separado,iniciou-se um contacto cordial.Outros domingos ,novos bate-papos.Mas de repente,não sei em que ponto,comecei a sentir medo,nada havia no horizonte que justificasse tal sentimento,mas um mal estar de perigo me apossou.Não sei se uma estória de cobras no forro do teto de um tal sítio...com a mulher e o filho... convivendo...naturalmente... ou algo ouvido com sutileza por mim...Não mais voltei.
A associação que fazia se relacionava a um livro que começara a ler e, por vertigem idêntica,parara.Chama-se "Nos Penhascos de Mármore" e conta ao início de uma vegetação exuberante, e um mar de cobras que vai anunciar, numa atmosfera bucólica ,os perigos do porvir que não cheguei a saber.Na estante, adormecido ficou.
Num dia de semana recente,em horário matinal , daqueles coalhados de otimismo,voltei a passear por lá e me deparei ,saindo das frestas do piso de madeira... com uma ..cobra. Desapareci daquele trecho.O autor do livro, Ernst jünger.O sujeito,nunca mais ouvi falar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário