segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Antes que me esqueça

As pinturas de Debret que retratam o cotidiano da cidade do Rio de Janeiro, nos mostram não só a realidade exótica das ruas coalhadas de negros e suas vielas insalubres mas também das elites que ansiavam por uma aparência afrancesada,importada.Lembro-me de um maravilhoso escrito de Eça de Queiroz que se não fosse a bagunça que me rodeia,um dia hei de vencê-la,reproduziria-o na íntegra; nos incita,a nós ,jovem país , a "não estender veludo na relva."
O amor à diferença e não a vergonha ou o ódio é estágio para os corajosos ou maduros. Me refiro agora ao plano individual.
Pois "construir" o própio desejo é arte que implica em rupturas,cortes,um livrar-se de tralhas e equivocos, coisa que algumas pessoas desde cedo percebem.Cito Picasso que com raça afirmou -Eu não procuro,eu acho. Fazia parte do Independente Futebol Clube.

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